Saturday, October 01, 2011

BORN TO BE WILD – A INFLUÊNCIA DO ROCK NA MODA

Desde que surgiu o rock nos anos 50 (e posteriormente seus inúmeros sub-gêneros: punk, heavy-metal, grunge, trash-metal, hard-rock, indie, new wave, rock progressivo, etc, etc, etc), surgiu também um novo estilo de vestir. Inicialmente, apenas os jovens eram adeptos da cultura rock e portanto, a vestimenta rock representava valores como: rebeldia, revolta, insubordinação, desafio às rígidas regras sociais vigentes (contra-cultura) ou apenas diversão, liberdade de expressão e informalidade.
Cada sub-gênero do rock tem seu estilo próprio. Por exemplo: os punks usam muitos elementos pontiagudos, como spikes e cabelo moicano. E também muito preto, látex, e cores berrantes. Já o pessoal grunge usa muito xadrez (camisas de flanela dos trabalhadores pobres), cabelo desgrenhado (e de aspecto sujo), roupas com aspecto envelhecido, etc. O rockabilly tem um clima bem cinquentinha, bem retrô, com vestidinhos acinturados, maquiagem e cabelos pin-up, etc.
Pra resumir, resolvemos pinçar os clássicos do estilo rock de todos os tempos. E os nossos escolhidos são:

1- Jaqueta perfecto.
Ela nunca sai de moda e dá um toque ousado e moderno a qualquer produção. Pode ser a clássica de couro. Ou em jeans escuro. Ou no tecido que sua criatividade permitir. Fica bem com jeans, com vestidinho, com calça de couro...e por falar nela:

2- Calça de couro (de preferência, preta). Ou qualquer outra peça de couro, como por exemplo: luvas (com os dedinhos de fora é um must!) ou botas (principalmente coturnos).
O couro preto é um grande clássico do rock. Dá um toque rebelde e sexy à produção. Com tachinhas, melhor ainda!


3- Meia-calça rasgada.
Essa é uma das peças mais irreverentes do figurino rocker.

4- Jeans.
Seja calça, shortinho, minissaia ou colete, o jeans é o melhor amigo do roqueiro. Se for rasgado, desbotado e com tachinhas, melhor ainda! Quanto mais detonado, melhor.

5- Xadrez.
Essa padronagem também é uma grande estrela do rock; principalmente do grunge.

6- Tachas, spikes, piercing e qualquer coisa pontuda.
Elementos agressivos ao olhar e ao toque são marcas da irreverência e rebeldia rocker.

7- Preto.
A grande novidade do estilo rock para o verão 2011-2012 é a cor branca. Mas o preto não foi descartado e continua imbatível! Tanto nas roupas como na maquiagem.

8- Camisetas
De preferência de bandas. E quanto mais velha, melhor. E de preferência, preta.


9- Metalizados, brilhos (glam rock).
Os rock-stars têm um lado glamouroso e chamativo, que estará em alta na próxima estação. Paetês e tecidos metalizados serão vedete. E ao contrário de outros tempos (em que o brilho prateado ou acinzentado reinava absoluto), agora o dourado tem sintonia total com o estilo “roqueira-moderna”.

10- Tênis estilo All-Star.
Para agüentar pular horas num show de rock lotaaaado (como no show do Metallica no Rock in Rio 2011, hehe!). De todas as cores e em todas as estampas.


11- Caveirinhas e afins.
O rock adora brincar com símbolos macabros ou que lembrem a morte. Pura irreverência!

12- Cabelos coloridos e tatoos.
Para quem tem o rock na alma e faz questão de mostrar isso não só nas roupas e acessórios, mas também na própria pele (e cabelos).

Publicado no Jornal Es-Hoje, edição 351:
http://eshoje.jor.br/wp-content/blogs.dir/1/files/es-hoje-pdf/edio_351.pdf_ok.pdf

Saturday, July 30, 2011

Tendências para o verão 2012 capixaba

A coluna "As Bias" está na página 12 nesta edição:

http://www.eshoje.com.br/IMG/UPLOAD_FILES/JORNAL_PDF/1_pdfjornal%20para%20net.pdf

Portal: www.eshoje.com.br



As tendências para o verão 2012 mostradas no Vitória Moda Show, em geral, confirmam o que já era esperado e mantêm algumas tendências já consolidadas no inverno ou em temporadas anteriores. O melhor exemplo é o branco. Nunca na história do VMS se viu tanto branco e off-white na passarela. O branco já é tendência agora, no inverno 2011. E pelo jeito, continuará firme e forte no verão 2012. As marcas que mais mostraram peças brancas na passarela foram Exatta e Amabilis, seguidas de perto pela Lei Básica. O branco e o off-white são cores perfeitas para destacar peças com modelagem elaborada e recortes geométricos.
Com criatividade e delicadeza, a Amabilis soube explorar os recortes_ tendência que também vem ganhando força nas passarelas em todo o mundo.
Outra tendência que permanece há algumas temporadas é a das listras, que aparecem principalmente nos looks masculinos. A tendência foi mostrada no desfile da Cobra D´Água. A Konyk, com sua temática bossa-rock, também incluiu listras de diversos tipos em suas peças. O surfwear da Uot também se valeu das amadas listrinhas.
Outra tendência forte e de certa forma mais do que esperada para os lançamentos primavera-verão é o floral, apresentado pela Exatta. Mas a marca saiu do lugar-comum e soube explorar de forma inovadora essa tendência tão batida. Seus vestidos florais encantaram até as mais roqueiras. A marca investiu num clima cinquentinha, com cinturas bem marcadas, saias godês e candy-colors. Franjas, nervuras e rendas são tendências que vêm se infiltrando nas coleções há algum tempo e também apareceram no desfile da marca.
Missbela misturou florais grandes e liberty, xadrez, folhagens, borboletas, frutas e rendas em suas apostas para o verão.
Lei Básica, além do branco, também mostrou muito xadrez, listras, florais e obviamente o jeans.
Exatta.
A Vide Bula explorou o setentismo e o tropicalismo de forma suave, não-caricata, mostrando a leveza, a alegria e a descontração da década de 70, com tons neutros e peças confortáveis que dão vontade de comprar e usar todos os dias o resto da vida.
Uma tendência forte nos desfiles de muitas marcas foi a das calças pantalonas e também das saias longas e amplas.
Outra tendência que permanece um pouco mais é a da estampa animal, que na verdade se tornou um clássico, indo e vindo da cena principal, sem nunca sair oficialmente da moda. Neste verão a Cobra D´Água usa a estampa de oncinha em fundo pink, bem a cara da ousadia e alegria do verão. Tecidos tecnológicos, de rápida secagem e produzidos a partir de garrafas pet foram destaque no desfile da marca.
Estampas coloridas e com ar pscicodélico também apareceram na passarela, principalmente na coleção da Uot.
Algumas ousadias ganharam destaque no desfiles: o uso do dourado em coletes e calças skinny, mostrado no desfile da Lei Básica; e a regata de um ombro só no desfile da Konyk, que mostra que a moda masculina pode e deve quebrar tabus, e explorar mais possibilidades criativas.
Dentre os tecidos apresentados nas coleções, além dos tradicionais como algodão e linho, a Lei Básica apostou num vestido que chamou muito a atenção por ser todo confeccionado em algo como um látex azul.

Saturday, July 16, 2011

Vitoria Moda Show

vou participar como um dos novos talentos. serão 15 da uvv e 15 da faesa.
depois conto tudo lá no blog da victorinna...

Thursday, June 30, 2011

Biahouse 1999

Apresentado na Disciplina Projeto de Arquitetura 3, em 1999, à mão. Convertido em arquivo CAD em 2005, na disciplina Advanced AutoCad, durante o curso de Interior Design, no Miami-Dade College. Infelizmente a maquete não resistiu ao tempo...Quando tiver tempo, faço uma perspectiva eletrônica.



Projeto de Intervenção na área portuária do centro de Vitória - PA6

Apresentado na disciplina Projeto de Arquitetura 6, em 2002, durante graduação na UFES




Casa no Canal

Fachadas:







Projeto de Graduação - Moradia Estudantil

Projeto de bar & danceteria - PA7

Volumetria do trabalho apresentado na disciplina Projeto de Arquitetura 7, durante graduação na UFES.

Arte amadora

Se tivesse mais tempo, pintaria mais. Adoraria conseguir tempo e técnica para esculpir também...
Uma amostra do que já consegui criar atá agora, nas horas vagas:












Friday, April 01, 2011

Friday, March 11, 2011

Victorinna já está online!

Criei hoje o blog e o twitter da Victorinna, minha marca de moda feminina.
Criei um facebook e já divulguei o blog por lá.

victorinna.blogspot.com

Friday, March 06, 2009

Dispenso a rosa!

*Texto adaptado do original de Marjorie Rodrigues

Dia 8 de março seria um dia como qualquer outro, não fosse pela rosa e os parabéns. Toda mulher sabe como é. Ao chegar ao trabalho e dar bom dia aos colegas, algum deles vai soltar: "parabéns".

Por alguns segundos, a gente tenta entender por que raios estamos recebendo parabéns se não é nosso aniversário (exceção, claro, à minoria que, de fato, faz aniversário neste dia). Depois de ficar com cara de bestas, num estalo a gente se lembra da data, dá um sorriso amarelo e responde "obrigada", pensando: "mas por que eu deveria receber parabéns por ser mulher?".

Mais tarde, chega um funcionário distribuindo rosas. Novamente, sorriso amarelo e obrigada. É assim todos os anos. Quando não é no trabalho, é em alguma loja. Quando não é numa loja, é no supermercado. Todos os anos, todo 8 de março: é sempre a maldita rosa.

Dizem que a rosa simboliza a "feminilidade", a delicadeza. É a mesma metáfora que usam para coibir nossa sexualidade -- da supervalorização da virgindade é que saiu o verbo "deflorar" (como se o homem, ao romper o hímen de uma mulher, arrancasse a flor do solo, tomando-a para si e condenando-a -- afinal, depois de arrancada da terra, a flor está fadada à morte). É da metáfora da flor, portanto, que vem a idéia de que mulheres sexualmente ativas são "putas", inferiores, menos respeitáveis.

A delicadeza da flor também é sua fraqueza. Qualquer movimento mais brusco lhe arranca as pétalas. Dizem o mesmo de nós: que somos o "sexo frágil" e que, por isso, devemos ser protegidas. Mas protegidas do quê? De quem? A julgar pelo número de estupros, precisamos de proteção contra os homens. Ah, mas os homens que estupram são psicopatas, dizem. São loucos. Não é com estes homens que nós namoramos e casamos, não é a eles que confiamos a tarefa de nos proteger. Mas, bem, segundo pesquisa Ibope/Instituto Patricia Galvão, 51% dos brasileiros dizem conhecer alguma mulher que é agredida por seu parceiro. No resto do mundo, em 40 a 70 por cento dos assassinatos de mulheres, o autor é o próprio marido ou companheiro. Este tipo de crime também aparece com frequência na mídia. No entanto, são tratados como crimes "passionais" -- o que dá a errônea impressão de que homens e mulheres os cometem com a mesma frequência, já que a paixão é algo que acomete ambos os sexos. Tratam os homens autores destes crimes como "românticos" exagerados, príncipes encantados que foram longe demais. No entanto, são as mulheres as neuróticas nos filmes e novelas. São elas que "amam demais", não os homens.

Mas a rosa também tem espinhos, o que a torna ainda mais simbólica dos mitos que o patriarcado atribuiu às mulheres. Somos ardilosas, traiçoeiras, manipuladores, castradoras. Nós é que fomos nos meter com a serpente e tiramos o pobre Adão do paraíso (como se Eva lhe tivesse enfiado a maçã goela abaixo, como se ele não a tivesse comido de livre e espontânea vontade). Várias culturas têm a lenda da vagina dentata. Em Hollywood, as mulheres usam a "sedução" para prejudicar os homens e conseguir o que querem. Nos intervalos do canal Sony, os machos são de "respeito" e as mulheres têm "mentes perigosas". A mensagem subliminar é: "cuidado, meninos, as mulheres são o capeta disfarçado". E, foi com medo do capeta que a sociedade, ao longo dos séculos, prendeu as mulheres dentro de casa. Como se isso não fosse suficiente, limitaram seus movimentos com espartilhos, sapatos minúsculos (na China), saltos altos. Impediram-na que estudasse, que trabalhasse, que tivesse vida própria. Ela era uma propriedade do pai, depois do marido. Tinha sempre de estar sob a tutela de alguém, senão sua "mente perigosa" causaria coisas terríveis.

Mas dizem que a rosa serve para mostrar que, hoje, nos valorizam. Hoje, sim. Vivemos num mundo "pós-feminista" afinal. Todas essas discriminações acabaram! As mulheres votam e trabalham! Não há mais nada para conquistar! Será mesmo? Nos últimos anos, as diferenças salariais entre homens e mulheres (que seguem as mesmas profissões) têm crescido no Brasil, em vez de diminuir. Nos centros urbanos, onde a estrutura ocupacional é mais complexa, a disparidade tende a ser pior. Considerando que recebo menos para desempenhar o mesmo serviço, não parece irônico que o meu colega de trabalho me dê os parabéns por ser mulher?

Sempre q me dão os parabéns pelo dia da mulher me lembro porque ele foi criado: porque milhares de mulheres operárias foram queimadas por seus patrões dentro de uma fabrica nos EUA por reivindicar direitos trabalhistas delas.
Dizem que a rosa é um sinal de reconhecimento das nossas capacidades. Mas, no ranking de igualdade política do Fórum Econômico Mundial de 2008, o Brasil está em 10oº lugar entre 130 países. As mulheres têm 11% dos cargos ministeriais e 9% dos assentos no Congresso -- onde, das 513 cadeiras, apenas 46 são ocupadas por elas. Do total de prefeitos eleitos no ano passado, apenas 9,08% são mulheres. E nós somos 52% da população.

A rosa também simboliza beleza. Ah, o sexo belo. Mas é só passar em frente a uma banca de revistas para descobrir que é exatamente o contrário. Você nunca está bonita o suficiente, bobinha. Não pode ser feliz enquanto não emagrecer. Não pode envelhecer. Não pode ter celulite (embora até bebês tenham furinhos na bunda). Você só terá valor quando for igual a uma modelo de 18 anos (as modelos têm 17 ou 18 anos até quando a propaganda é de creme rejuvenescedor...). Mas mesmo ela não é perfeita: tem de ser photoshopada. Sua imagem é alterada a ponto de parecer de plástico: ela não tem espinhas nem estrias nem olheiras nem cicatrizes nem hematomas, nenhuma dessas coisas que a gente tem quando vive. Ela sorri, mas não tem linhas ao lado da boca. Faz cara de brava, mas sua testa não se franze. É magérrima (às vezes, anoréxica), mas não tem nenhum osso saltando. É a beleza impossível, mas você deve persegui-la mesmo assim, se quiser ser "feminina". Porque, sim, feminilidade é isso: é "se cuidar". Você não pode relaxar. Não pode se abandonar (em inglês, a expressão usada é exatamente esta: "let yourself go"). Usar uma porrada de cosméticos e fazer plásticas é a maneira (a única maneira, segundo os publicitários) de mostrar a si mesma e aos outros que você se ama. "Você se ama? Então corrija-se". Por mais contraditória que pareça, é esta a mensagem.

Todo dia 8 de março, nos dão uma rosa como sinal de respeito. No entanto, a misoginia está em toda parte. Os anúncios e ensaios de moda glamourizam a violência contra a mulher. Nas propagandas de cerveja e programas humorísticos, as mulheres são bundas ambulantes, meros objetos sexuais. A pornografia mainstream (feita pela Hollywood pornô, uma indústria multibilionária) tem cada vez mais cenas de violência, estupro e simulação de atos sexuais feitos contra a vontade da mulher. Nos videogames, ganha pontos quem atropelar prostitutas ou estuprar uma mãe e suas jovens filhas.

Todo dia 8 de março, volto para casa e vejo um monte de mulheres com rosas vermelhas na mão, no metrô. É um sinal de cavalheirismo, dizem. Mas, no mesmo metrô, muitas mulheres são encoxadas todos os dias. Tanto que o Rio criou um vagão exclusivo para as mulheres, para que elas fujam de quem as assedia. Pois é, eles não punem os responsáveis. Acham difícil. Preferem isolar as vítimas. Enquanto não combatermos a idéia de que as mulheres que andam sozinhas por aí são "convidativas", propriedade pública, isso nunca vai deixar de existir. Enquanto acharem que cantar uma mulher na rua é elogio, isso nunca vai deixar de existir. Atualmente, a propaganda da NET mostra um pinguim (?) dizendo "ê lá em casa" para uma enfermeira. Em outro comercial, o russo garoto-propaganda puxa três mulheres para perto de si, para que os telespectadores entendam que o "combo" da NET engloba três serviços. Aparentemente, temos de rir disso. Aparentemente, isso ajuda a vender TV por assinatura. Muito provavelmente, os publicitários criadores desta peça não sabem o que é andar pela rua sem ser interrompida por um completo desconhecido ameaçando "chupá-la todinha".

Então, dá licença, mas eu dispenso esta rosa. Não preciso dela. Não a aceito. Não me sinto elogiada com ela. Não quero rosas. Eu quero igualdade de salários, mais representação política, mais respeito, menos violência e menos amarras. Eu quero, de fato, ser igual na sociedade. Eu quero, de fato, caminhar em direção a um mundo em que o feminismo não seja mais necessário.

Enquanto isso não acontecer, podem economizar o dinheiro das rosas.

Monday, November 07, 2005


Interior da Mission Del Bac Posted by Picasa

fui `a Tucson - Arizona...aqui estou em Downtown, nos arredores do Barrio historico e perto de Saint Augustine Cathedral. Posted by Picasa